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Movimento #NãoÉSóFolia cresce nas redes e ganha apoio de sambistas

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Lançado nesta terça-feira (11), o movimento #NãoÉSóFolia gerou forte repercussão ao longo do dia e vem ganhando apoio de sambistas do Carnaval carioca. A campanha visa defender os trabalhadores do Maior Espetáculo da Terra, que tiveram seus salários suspensos e veem um futuro de incerteza frente à remarcação da data do próximo Carnaval.

O movimento começou com a criação de um Instagram (@naoesofolia) e um texto de abertura publicado nesta manhã. Ao longo do dia, outros textos acompanhados da hashtag foram postados e compartilhados em redes sociais. Até o fechamento da reportagem, a página #NãoÉSóFolia já contava com 270 seguidores.

Alexandre Louzada, Quitéria Chagas, Gabriel Haddad, Squel Jorgea, Raíssa Machado, Sidclei Santos, Cahê Rodrigues e Daniel Silva foram alguns dos sambistas que já aderiram à campanha, compartilhando posts em rede social ou seguindo a página no Instagram.

Confira o texto de manifesto do #NãoÉSóFolia:

Os trabalhadores que fazem o “maior espetáculo da terra” acontecer precisam do nosso apoio!

O Carnaval é um momento muito esperado e de muita alegria para a maioria dos cariocas, seja para quem desfila ou assiste os desfiles das escolas de samba na Sapucaí ou para quem curte os blocos que tomam as ruas da Cidade Maravilhosa. Mas tem um grupo que curte o Carnaval de outra maneira: suando a camisa no trabalho, garantindo que a festa aconteça da melhor maneira possível.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a festa movimentou R$ 8 bilhões na economia do País em 2020. O valor representa um aumento de R$ 80 milhões em relação ao ano passado. Só o carnaval carioca movimentou cerca de R$ 2,6 bilhões. Do total de 25,4 mil contratações previstas para todo o Brasil no carnaval, 8,5 mil ficaram concentradas no estado do Rio.

Faltando seis meses para chegar o carnaval de 2021, uma das festas mais importantes da cultura brasileira tem seu futuro incerto por conta da pandemia do novo coronavírus. Grandes escolas de samba do Rio de Janeiro já adiantaram que não devem desfilar em 2021 enquanto não houver uma vacina para a doença.

Além de gerar diretamente milhares de postos de trabalho, as escolas de samba cariocas movimentam uma extensa cadeia produtiva que atinge desde fornecedores de insumos até as indústrias do turismo, de televisão e rádio. O trabalho de costureiras, aderecistas, soldadores, artesãos, pintores, carpinteiros e cenógrafos resulta não só numa grande festa, mas também no sustento de inúmeras famílias o ano inteiro, além de movimentar a economia informal do estado. Caso os desfiles das escolas de samba não aconteçam em fevereiro de 2021, é quase certo que fiquem somente para 2022. Foi o que disse o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio), Jorge Castanheira, após plenária na sede da liga.

Com os trabalhos parados na Cidade do Samba por causa da pandemia do novo coronavírus você já se perguntou como estão sobrevivendo os verdadeiros “heróis dos barracões”? Coloque essa postagem no seu storie! Marque seus amigos e mostre que você apoia os trabalhadores!

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