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Apreendidos no século 19, itens sagrados de matriz africana expostos como ‘magia negra’ pela polícia do Rio vão para museu

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Na manhã desta segunda-feira, o Museu da República, na Zona Sul do Rio, recebeu líderes de religiões de matriz africana para a assinatura e recebimento de peças sagradas, que foram apreendidas ainda no século 19 pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Foram recebidas mais de 300 peças que estavam em poder da polícia há mais de um século.

Desde então, a luta do povo do santo para reaver essas peças foi intensa. Em 2017, o movimento Liberte Nosso Sagrado procurou o Ministério Público Federal (MPF) para denunciar que o acervo estava armazenado de forma inapropriada no Museu da Polícia Civil, no Centro do Rio, e tinha uma conotação pejorativa de “Coleção Magia Negra”, o que é ofensivo às religiões afro brasileiras.

Uma das líderes do movimento é a Yalorixá Meninazinha de Oxum, a Mãe Nilce Naira, que arregimentou várias lideranças em prol da luta para que os objetos sagrados tivessem um lugar adequado e de fácil acesso ao povo do santo.

Roberto Braga, ou Tata Luazemi, falou da importância desse momento: “A vitória é de todos que professam as religiões de matriz africana, pois são mais de cem anos em que essas peças sagradas estavam em poder da polícia”.

Entre muitos líderes religiosos presentes que assinaram a ata de recebimento das peças, estavam: o Babalorixá Adailton Moreira, Pai Mauro de Odé, Mãe Palmira de Yansã, Ìyá Doyá e Mãe Flávia Pinto.

Também esteve presente o procurador do Ministério Público Federal, doutor Júlio Araújo.

Èniyan ìsokan ní agbára fún pakọ èyíkèyìí ìjagun!

(Um povo unido tem a força para vencer qualquer batalha!)

Axé!

fonte: Extra – Por: Pai Paulo de Oxalá

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